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RUBENS VALENTE

DE BRASÍLIA

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que apoia uma mudança na lei que trata da delação premiada de forma a impedir que um preso se torne delator -procedimento central utilizado pela Operação Lava Jato.

Renan sugeriu que, após enfrentar esse assunto, também poderia “negociar” com membros do STF (Supremo Tribunal Federal) “a transição” de Dilma Rousseff, presidente hoje afastada.

Machado e Renan são alvos da Lava Jato. Desde março, temendo ser preso, Machado gravou pelo menos duas conversas entre ambos. A reportagem obteve os áudios. Machado negocia um acordo de delação premiada.

Ele também gravou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), empossado ministro do Planejamento no governo Michel Temer. A revelação das conversas pela Folha na segunda (23) levou à exoneração de Jucá.

Em um dos diálogos com Renan, Machado sugeriu “um pacto”, que seria “passar uma borracha no Brasil”. Renan responde: “antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação”.

A mudança defendida pelo peemedebista, se efetivada, poderia beneficiar Machado. Ele procurou Jucá, Renan e o ex-presidente José Sarney (PMDB) porque temia ser preso e virar réu colaborador.

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“Ele está querendo me seduzir, porra. […] Mandando recado”, disse Machado a Renan em referência ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Renan, na conversa, também ataca decisão do STF tomada ano passado, de manter uma pessoa presa após a sua segunda condenação.

O presidente do Senado também fala em negociar a transição com membros do STF, embora o áudio não permita estabelecer com precisão o que ele pretende.

Machado, para quem os ministros “têm que estar juntos”, quis saber por que Dilma não “negocia” com os membros do Supremo. Renan respondeu: “Porque todos estão putos com ela”.

Para Renan, os políticos todos “estão com medo” da Lava Jato. “Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] ‘Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'”, contou Renan, em referência à delação de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que fazia citação ao tucano.

Renan disse que uma delação da empreiteira Odebrecht “vai mostrar as contas”, em provável referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que “não escapa ninguém de nenhum partido”. “Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum.”

O peemedebista manifestou contrariedade ao saber, pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve com Michel Temer em março.

Em dois pontos das conversas, Renan e Machado falam sobre contatos do senador e de Dilma com a mídia, citando o diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, e o vice-presidente Institucional e Editorial do Grupo Globo, João Roberto Marinho. Renan diz que Frias reconheceu “exageros” na cobertura da Lava Jato e diz que Marinho afirmou a Dilma que havia um “efeito manada” contra seu governo.

OUTRO LADO

Por meio de sua assessoria, o presidente do Senado informou que os “diálogos não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas. E não seria o caso porque nada vai interferir nas investigações.”

Segundo a assessoria, “todas as opiniões do senador foram publicamente noticiadas pelos veículos de comunicação, como as críticas ao ex-presidente da Câmara, a possibilidade de alterar a lei de delações para, por exemplo, agravar as penas de delações não confirmadas e as notícias sobre delações de empreiteiras foram fartamente veiculadas”.

“Em relação ao senador Aécio Neves, o senador Renan Calheiros de desculpa porque se expressou inadequadamente. Ele se referia a um contato do senador mineiro que expressava indignação –e não medo– com a citação do ex-senador Delcídio do Amaral.”

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A nota diz ainda que “o senador Renan Calheiros tem por hábito receber todos aqueles que o procuram. Nas conversas que mantem habitualmente defende com frequência pontos de vista e impressões sobre o quadro. Todas os pontos de vista, evidentemente, dentro da Lei e da Constituição”.

A assessoria do STF informou que o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, “jamais manteve conversas sobre supostas ‘transição’ ou ‘mudanças na legislação penal’ com as pessoas citadas”, isto é, Renan Calheiros e Sérgio Machado.

Segundo a nota, o STF “mantém relacionamento institucional com os demais Poderes” e o ministro Lewandowski “participou de diversos encontros, constantes de agenda pública, com integrantes do Poder Executivo para tratar do Orçamento do Judiciário e do reajuste dos salários de servidores e magistrados”.

Também por meio de nota, a Executiva Nacional do PSDB informou que vai “acionar na Justiça” o ex-presidente da Transpetro. A sigla diz ser “inaceitável essa reiterada tentativa de acusar sem provas em busca de conseguir benefícios de uma delação premiada”.

“Fica cada vez mais clara a tentativa deliberada e criminosa do senhor Sérgio Machado de envolver em suspeições o PSDB e o nome do senador Aécio Neves, em especial, sem apontar um único fato que as justifique. As gravações se limitam a reproduzir comentários feitos pelo próprio autor, com o objetivo específico de serem gravados e divulgados.”

“Sobre a referência ao diálogo entre os senadores Aécio Neves e Renan Calheiros, o senador Aécio manifestou a ele o que já havia manifestado publicamente inúmeras vezes: a sua indignação com as falsas citações feitas ao seu nome.”

Sérgio Machado não é localizado desde a semana passada.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Primeira conversa:

SÉRGIO MACHADO – Agora, Renan, a situação tá grave.

RENAN CALHEIROS – Grave e vai complicar. Porque Andrade fazer [delação], Odebrecht, OAS. [falando a outra pessoa, pede para ser feito um telefonema a um jornalista]

MACHADO – Todos vão fazer.

RENAN – Todos vão fazer.

MACHADO – E essa é a preocupação. Porque é o seguinte, ela [Dilma] não se sustenta mais. Ela tem três saídas. A mais simples seria ela pedir licença…

RENAN – Eu tive essa conversa com ela.

MACHADO – Ela continuar presidente, o Michel assumiria e garantiria ela e o Lula, fazia um grande acordo. Ela tem três saídas: licença, renúncia ou impeachment. E vai ser rápido. A mais segura para ela é pedir licença e continuar presidente. Se ela continuar presidente, o Michel não é um sacana…

RENAN – A melhor solução para ela é um acordo que a turma topa. Não com ela. A negociação é botar, é fazer o parlamentarismo e fazer o plebiscito, se o Supremo permitir, daqui a três anos. Aí prepara a eleição, mantém a eleição, presidente com nova…

[atende um telefonema com um jornalista]

RENAN – A perspectiva é daquele nosso amigo.

MACHADO – Meu amigo, então é isso, você tem trinta dias para resolver essa crise, não tem mais do que isso. A economia não se sustenta mais, está explodindo…

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RENAN – Queres que eu faça uma avaliação verdadeira? Não acredito em 30 dias, não. Porque se a Odebrecht fala e essa mulher do João Santana fala, que é o que está posto…

[apresenta um secretário de governo de Alagoas]

MACHADO – O Janot é um filho da puta da maior, da maior…

RENAN – O Janot… [inaudível]

MACHADO – O Janot tem certeza que eu sou o caixa de vocês. Então o que que ele quer fazer? Ele não encontrou nada nem vai encontrar nada. Então ele quer me desvincular de vocês, mediante Ricardo e mediante e mediante do Paulo Roberto, dos 500 [mil reais], e me jogar para o Moro. E aí ele acha que o Moro, o Moro vai me mandar prender, aí quebra a resistência e aí fudeu. Então a gente de precisa [inaudível] presidente Sarney ter de encontro… Porque se me jogar lá embaixo, eu estou fodido. E aí fica uma coisa… E isso não é análise, ele está insinuando para pessoas que eu devo fazer [delação], aquela coisa toda… E isso não dá, isso quebra tudo isso que está sendo feito.

RENAN – [inaudível]

MACHADO – Renan, esse cara é mau, é mau, é mau. Agora, tem que administrar isso direito. Inclusive eu estou aqui desde ontem… Tem que ter uma ideia de como vai ser. Porque se esse vagabundo jogar lá embaixo, aí é uma merda. Queria ver se fazia uma conversa, vocês, que alternativa teria, porque aí eu me fodo.

RENAN – Sarney.

MACHADO – Sarney, fazer uma conversa particular. Com Romero, sei lá. E ver o que sai disso. Eu estou aqui para esperar vocês para poder ver, agora, é um vagabundo. Ele não tem nada contra você nem contra mim.

RENAN – Me disse [inaudível] ‘ó, se o Renan tiver feito alguma coisa, que não sei, mas esse cara, porra, é um gênio. Porque nós não achamos nada.’

MACHADO – E já procuraram tudo.

RENAN – Tudo.

MACHADO – E não tem. Se tivesse alguma coisa contra você, já tinha jogado… E se tivesse coisa contra mim [inaudível]. A pressão que ele quer usar, que está insinuando, é que…

RENAN – Usou todo mundo.

MACHADO – …está dando prazos etc é que vai me apartar de vocês. Mesma coisa, já deu sinal com a filha do Eduardo e a mulher… Aquele negócio da filha do Eduardo, a porra da menina não tem nada, Renan, inclusive falsificaram o documento dela. Ela só é usuária de um cartão de crédito. E esse é o caminho [inaudível] das delações. Então precisa ser feito algo no Brasil para poder mudar jogo porque ninguém vai aguentar. Delcídio vai dizer alguma coisa de você?

RENAN – Deus me livre, Delcídio é o mais perigoso do mundo. O acordo [inaudível] era para ele gravar a gente, eu acho, fazer aquele negócio que o J Hawilla fez.

MACHADO – Que filho da puta, rapaz.

RENAN – É um rebotalho de gente.

MACHADO – E vocês trabalhando para poder salvar ele.

RENAN – [Mudando de assunto] Bom, isso aí então tem que conversar com o Sarney, com o teu advogado, que é muito bom. [inaudível] na delação.

MACHADO – Advogado não resolve isso.

RENAN – Traçar estratégia. [inaudível]

MACHADO – [inaudível] quanto a isso aí só tem estratégia política, o que se pode fazer.

RENAN – [inaudível] advogado, conversar, né, para agir judicialmente.

MACHADO – Como é que você sugeriria, daqui eu vou passar na casa do presidente Sarney.

RENAN – [inaudível]

MACHADO – Onde?

RENAN – Lá, ou na casa do Romero.

MACHADO – Na casa do Romero. Tá certo. Que horas mais ou menos?

RENAN – Não, a hora que você quiser eu vou estar por aqui, eu não vou sair não, eu vou só mais tarde vou encontrar o Michel.

MACHADO – Michel, como é que está, como é que está tua relação com o Michel?

RENAN – Michel, eu disse pra ele, tem que sumir, rapaz. Nós estamos apoiando ele, porque não é interessante brigar. Mas ele errou muito, negócio de Eduardo Cunha… O Jader me reclamou aqui, ele foi lá na casa dele e ele estava lá o Eduardo Cunha. Aí o Jader disse, ‘porra, também é demais, né’.

MACHADO – Renan, não sei se tu viu, um material que saiu na quinta ou sexta-feira, no UOL, um jornalista aqui, dizendo que quinta-feira tinha viajado às pressas…

RENAN – É, sacanagem.

MACHADO – Tu viu?

RENAN – Vi.

MACHADO – E que estava sendo montada operação no Nordeste com Polícia Federal, o caralho, na quinta-feira.

RENAN – Eu vi.

MACHADO – Então, meu amigo, a gente tem que pensar como é que encontra uma saída para isso aí, porque isso aí…

RENAN – Porque não…

MACHADO – Renan, só se fosse imbecil. Como é que tu vai sentar numa mesa para negociar e diz que está ameaçado de preso, pô? Só quem não te conhece. É um imbecil.

RENAN – Tem que ter um fato contra mim.

MACHADO – Mas mesmo que tivesse, você não ia dizer, porra, não ia se fragilizar, não é imbecil. Agora, a Globo passou de qualquer limite, Renan.

RENAN – Eu marquei para segunda-feira uma conversa inicial com [inaudível] para marcar… Ela me disse que a conversa dela com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela… Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir. Ela disse que tinha como influir, porque ele influiu em situações semelhantes, o que é verdade. E ele disse que está acontecendo um efeito manada no Brasil contra o governo.

MACHADO – Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?

RENAN – O Lula está consciente, o Lula disse, acha que a qualquer momento pode ser preso. Acho até que ele sabia desse pedido de prisão lá…

MACHADO – E ele estava, está disposto a assumir o governo?

RENAN – Aí eu defendi, me perguntou, me chamou num canto. Eu acho que essa hipótese, eu disse a ele, tem que ser guardada, não pode falar nisso. Porque se houver um quadro, que é pior que há, de radicalização institucional, e ela resolva ficar, para guerra…

MACHADO – Ela não tem força, Renan.

RENAN – Mas aí, nesse caso, ela tem que se ancorar nele. Que é para ir para lá e montar um governo. Esse aí é o parlamentarismo sem o Lula, é o branco, entendeu?

MACHADO – Mas, Renan, com as informações que você tem, que a Odebrecht vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito.

RENAN – Tem não, porque vai mostrar as contas. E a mulher é [inaudível].

MACHADO – Acabou, não tem mais jeito. Então a melhor solução para ela, não sei quem podia dizer, é renunciar ou pedir licença.

RENAN – Isso [inaudível]. Ela avaliou esse cenário todo. Não deixei ela falar sobre a renúncia. Primeiro cenário, a coisa da renúncia. Aí ela, aí quando ela foi falar, eu disse, ‘não fale não, pelo que conheço, a senhora prefere morrer’. Coisa que é para deixar a pessoa… Aí vai: impeachment. ‘Eu sinceramente acho que vai ser traumático. O PT vai ser desaparelhado do poder’.

MACHADO – E o PT, com esse negócio do Lula, a militância reacendeu.

RENAN – Reacendeu. Aí tudo mundo, legalista… Que aí não entra só o petista, entra o legalista. Ontem o Cassio falou.

MACHADO – É o seguinte, o PSDB, eu tenho a informação, se convenceu de que eles é o próximo da vez.

RENAN – [concordando] Não, o Aécio disse isso lá. Que eu sou a esperança única que eles têm de alguém para fazer o…

MACHADO – [Interrompendo] O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso. E esses caras do…

RENAN – Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso.

MACHADO – Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo.

RENAN – A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso.

MACHADO – Acaba isso.

RENAN – E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF].

MACHADO – Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela.

RENAN – Não negociam porque todos estão putos com ela. Ela me disse e é verdade mesmo, nessa crise toda –estavam dizendo que ela estava abatida, ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável, ela está gripada, muito gripada– aí ela disse: ‘Renan, eu recebi aqui o Lewandowski,

querendo conversar um pouco sobre uma saída para o Brasil, sobre as dificuldades, sobre a necessidade de conter o Supremo como guardião da Constituição. O Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável’.

MACHADO – Eu nunca vi um Supremo tão merda, e o novo Supremo, com essa mulher, vai ser pior ainda. […]

MACHADO – […] Como é que uma presidente não tem um plano B nem C? Ela baixou a guarda. [inaudível]

RENAN – Estamos perdendo a condição política. Todo mundo.

MACHADO – [inaudível] com Aécio. Você está com a bola na mão. O Michel é o elembto número um dessa solução, a meu ver. Com todos os defeitos que ele tem.

RENAN – Primeiro eu disse a ele, ‘Michel, você tem que ficar calado, não fala, não fala’.

MACHADO – [inaudível] Negócio do partido.

RENAN – Foi, foi [inaudível] brigar, né.

MACHADO – A bola está no seu colo. Não tem um cara na República mais importante que você hoje. Porque você tem trânsito com todo mundo. Essa tua conversa com o PSDB, tu ganhou uma força que tu não tinha. Então [inaudível] para salvar o Brasil. E esse negócio só salva se botar todo mundo. Porque deixar esse Moro do jeito que ele está, disposto como ele está, com 18% de popularidade de pesquisa, vai dar merda. Isso que você diz, se for ruptura, vai ter conflito social. Vai morrer gente.

RENAN – Vai, vai. E aí tem que botar o Lula. Porque é a intuição dele…

MACHADO – Aí o Lula tem que assumir a Casa Civil e ser o primeiro ministro, esse é o governo. Ela não tem mais condição, Renan, não tem condição de nada. Agora, quem vai botar esse guizo nela?

RENAN – Não, [com] ela eu conversa, quem conversa com ela sou eu, rapaz.

MACHADO – Seguinte, vou fazer o seguinte, vou passar no presidente, peço para ele marcar um horário na casa do Romero.

RENAN – Ou na casa dele. Na casa dele chega muita gente também.

MACHADO – É, no Romero chega menos gente.

RENAN – Menos gente.

MACHADO – Então marco no Romero e encontra nós três. Pronto, acabou. [levanta-se e começam a se despedir] Amigo, não perca essa bola, está no seu colo. Só tem você hoje. [caminhando] Caiu no seu colo e você é um cara predestinado. Aqui não é dedução não, é informação. Ele está querendo me seduzir, porra.

RENAN – Eu sei, eu sei. Ele quem?

MACHADO – O bicho daqui, o Janot.

RENAN – Mandando recado?

MACHADO – Mandando recado.

RENAN – Isso é?

MACHADO – É… Porra. É coisa que tem que conversar com muita habilidade para não chegar lá.

RENAN – É. É.

MACHADO – Falando em prazo… [se despedem]

Segunda conversa:

MACHADO – […] A meu ver, a grande chance, Renan, que a gente tem, é correr com aquele semi-parlamentarismo…

RENAN – Eu também acho.

MACHADO – …paralelo, não importa com o impeach… Com o impeachment de um lado e o semi-parlamentarismo do outro.

RENAN – Até se não dá em nada, dá no impeachment.

MACHADO – Dá no impeachment.

RENAN – É plano A e plano B.

MACHADO – Por ser semi-parlamentarismo já gera para a sociedade essa expectativa [inaudível]. E no bojo do semi-parlamentarismo fazer uma ampla negociação para [inaudível].

RENAN – Mas o que precisa fazer, só precisa tres três coisas: reforma política, naqueles dois pontos, o fim da proibição…

MACHADO – [Interrompendo] São cinco pontos:

[…]

RENAN – O voto em lista é importante. [inaudível] Só pode fazer delação… Só pode solto, não pode preso. Isso é uma maneira e toda a sociedade compreende que isso é uma tortura.

MACHADO – Outra coisa, essa cagada que os procuradores fizeram, o jogo virou um pouco em termos de responsabilidade […]. Qual a importância do PSDB… O PSDB teve uma posição já mais racional. Agora, ela [Dilma] não tem mais solução, Renan, ela é uma doença terminal e não tem capacidade de renunciar a nada. [inaudível]

[…]

MACHADO – Me disseram que vai. Dentro da leniência botaram outras pessoas, executivos para falar. Agora, meu trato com essas empresas, Renan, é com os donos. Quer dizer, se botarem, vai dar uma merda geral, eu nunca falei com executivo.

RENAN – Não vão botar, não. [inaudível] E da leniência, detalhar mais. A leniência não está clara ainda, é uma das coisas que tem que entrar na…

MACHADO – …No pacote.

RENAN – No pacote.

MACHADO – E tem que encontrar, Renan, como foi feito na Anistia, com os militares, um processo que diz assim: ‘Vamos passar o Brasil a limpo, daqui para frente é assim, pra trás…’ [bate palmas] Porque senão esse pessoal vão ficar eternamente com uma espada na cabeça, não importa o governo, tudo é igual.

RENAN – [concordando] Não, todo mundo quer apertar. É para me deixar prisioneiro trabalhando. Eu estava reclamando aqui.

MACHADO – Todos os dias.

RENAN – Toda hora, eu não consigo mais cuidar de nada.

[…]

MACHADO – E tá todo mundo sentindo um aperto nos ombros. Está todo mundo sentindo um aperto nos ombros.

RENAN – E tudo com medo.

MACHADO – Renan, não sobra ninguém, Renan!

RENAN – Aécio está com medo. [me procurou] ‘Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa.’

MACHADO – Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan.

[…]

MACHADO – Não dá pra ficar como está, precisa encontrar uma solução, porque se não vai todo mundo… Moeda de troca é preservar o governo [inaudível].

RENAN – [inaudível] sexta-feira. Conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha… Otavinho [a conversa] foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios tem cometido exageros e o João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda. […] Ela [Dilma] disse a ele ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’. E ele dizendo ‘isso virou uma manada, uma manada, está todo mundo contra o governo.’

MACHADO – Efeito manada.

RENAN – Efeito manada. Quer dizer, uma maneira sutil de dizer “acabou”, né.

[…]

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                   KELCIMAR (SECRETÁRIO DE SAÚDE) E DR. RAIMUNDO SALAZAR (MÉDICO)

A secretaria Municipal de Saúde em nota oficial publicada em seu site se defende das acusações do médico Dr. Salazar que em entrevista concedida a um canal de televisão de Bacabal fez afirmações que vão desde o pagamento de propina a funcionários do Materno Infantil e Socorrão à falta de condições de trabalho nos dois centros médicos, além, de acusar o secretário Kelcimar de “ladrão”.

Mesmo não gostando muito de dar esclarecimentos foi divulgada uma nota oficial  pela Secretaria de Saúde onde o médico Dr. Salazar é acusado de causar atritos com colegas de trabalho e até com pacientes. A nota também desmente as declarações do médico.  CONFIRA:

PREFEITURA MUNICIPAL DE BACABAL

Secretaria Municipal de Saúde

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Saúde do Município de Bacabal, sobre os episódios envolvendo o médico Raimundo Nonato Moraes Salazar, tem o seguinte a esclarecer à população:

  1. O referido médico é conhecido pelos serviços médicos prestados por anos nos hospitais “Socorrão” e “Materno Infantil”. Assim como são conhecidos os seus atritos com outros profissionais da saúde e até com pacientes.
  1. Recentemente o mencionado médico teve sério e grave atrito com próprio secretário de saúde acerca da sua colocação em plantões em hospitais da cidade, em condições que o secretário considerou inadequadas e até ilegais.
  1. Insatisfeito com a sua não colocação nos plantões nas condições por ele exigidas, o citado médico, em plena via pública, abordou secretário de saúde em tom desrespeitoso, agressivo e até violento, tendo sido necessário a intervenção de terceiros para evitar o pior.
  1. Por este e outros atos de incompatibilidade do referido médico com as normas do sistema municipal de saúde, com as autoridades municipais e com outros profissionais da área, e também em decorrência de outros procedimentos não convenientes por ele praticados, houve-se por em rescindir o contrato que o mesmo mantinha com esta secretaria de saúde.
  1. Diante da insatisfação de ter sido desligado do Município, e com um autoritarismo inadmissível a um médico, o mesmo concedeu entrevista a uma emissora local fazendo acusações infundadas contra o secretário de saúde e diretores dos hospitais municipais – o que, inclusive, já são objetos de ações criminais e de reparação de danos ajuizadas pelo próprio secretário em face do mencionado médico na Comarca de Bacabal.
  1. Infelizmente a saúde do Brasil como um todo padece de grandes dificuldades, e muito se depende dos médicos que ainda são raros e exigentes. E em Bacabal os obstáculos se avolumam, pois, além de atendermos nossa população, onze outros municípios para cá encaminham diariamente seus pacientes – e não tem havido a devida contrapartida da União e do Estado do Maranhão.
  1. Mas de tudo está fazendo a Secretaria de Saúde para minorar os problemas e atender às necessidades, sempre respeitando os cidadãos e os profissionais da saúde, e nunca ficando omissa diante da aflição da população, mas sempre procurando melhorar, pois lidamos com vidas humanas nas mais difíceis adversidades e sabemos da nossa responsabilidade.

Atenciosamente, Secretaria Municipal de Saúde,

Assessorias – Jurídica e de Comunicação.

Bacabal (MA), 24 de maio de 2016.

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José Aguiar de Andrade, 65 anos, que atualmente vivia no conjunto comercial Eurico Dutra (Mercado Central), morreu subitamente na tarde de hoje (24), por volta  das 15h00,  dentro do setor de venda de carne. Segundo informações obtidas pele Blog, o mesmo tem parentes que moram na Travessa Artur Azevedo, bairro da Esperança.

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José Aguiar teria ficado com a parte do dinheiro de venda de uma casa e desde então passou a viver nas ruas e ingerindo bebida alcoólica.  Muito conhecido no setor os comerciantes lhe ofertavam comida e algum auxilio.

Nesta tarde passou mal, foi socorrido por populares ali presentes, porém, veio a óbito. O Samu foi chamado e constatou a morte do ançiao.

A qualquer momento mais detalhes.

Com informações do Sargento Edson Nicolau do 15º BPM/Copom.

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O comandante da Policia Militar do Maranhão, coronel Pereira, mandou um duro recado para os bandidos que estão incendiando ônibus em São Luís. A PM não dará trégua e nem moleza para os criminosos. A ordem é partir pra cima. “Se tiver que tombar, que tombe o bandido”.

São sete coletivos destruídos totalmente pelas chamas e mais oito atacados, mas com prejuízos parciais na Região Metropolitana. Para mostrar que a PM não aceitará mais as práticas criminosas, o coronel Pereira foi duro.

Veja abaixo o que ele disse para a TV Mirante:

Por Luís Cardoso

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Em operação articulada pela Polícia Civil, a Superintendência Estadual de Repreensão ao Narcotráfico prendeu, no final da manhã deste domingo (22), no Bairro do Apeadouro e ainda na Ponta D’areia em São Luís, três suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas na capital maranhense. Foram presos em flagrante delito Ruan Dourado Carvalho, 23 anos; Sérgio Luís Araújo Mendes, conhecido por “IKE” e Halryson Costa Campos, 35 anos. Com eles foram apreendidos 35 tabletes em forma de pedra com uma substância com aparência de ser crack, sendo que entre a droga, estavam 02 tabletes de cocaína.

A Senarc apresentou na sua sede os três suspeitos, na manhã desta segunda-feira, (23), por volta das 10hs. Na ocasião foi ressaltado pelo superintendente da Senarc Carlos Alessandro, que as prisões aconteceram advindo de investigações já realizadas à cerca de semanas pela equipe da Senarc. Ele disse ainda que “As denúncias foram feitas por intermédio do Aplicativo da Senarc, onde originou uma investigação e monitoramento para pegar a quadrilha. A droga, após passada pelo processo de mistura, poderia render um lucro de até R$ 700 mil reais aos traficantes”, avaliou o delegado.

Operação, prisão e apreensão de entorpecentes

O delegado Valdenor Viégas que integra a equipe da Senarc repassou que a operação foi iniciada a semanas após recebermos a denúncia pelo aplicativo e caímos em campo para realizar o monitoramento. Na ação foi preso Ruam Carvalho no bairro do Apeadouro. Ele foi flagrado de posse de um veículo Chevrolet de modelo Corsa Classic, de cor prata e placas NXD 5890. No interior do veículo foi encontrado 20 tabletes de crack e 02 tabletes de cocaína. As investigações prosseguiram. Onde realizamos a abordagem em um prédio comercial no Bairro da Ponta D’Aréia. Lá foram flagrados Sérgio Mendes e Halryson Campos. No local foi apreendido 15 tabletes de crack e ainda outras pedras de tamanho menor.

Valdenor Viégas salientou ainda que o suspeito Sérgio Mendes responde a três processos por roubo e está sendo investigado, por envolvimento com uma facção criminosa que age no Bairro do São Francisco e Ilhinha.

Após serem presos, os suspeitos foram encaminhados para a sede do Senarc e após serem ouvidos, autuados em flagrante delito pelo crime de tráfico de entorpecentes e transferidos para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas onde aguardarão as decisões cabíveis da Justiça.

Mauro Wagner  – Ascom/SSP

Prejuízos causados por esquema fraudulento chegam a R$ 1,65 milhão. Entre mandados, um é de prisão preventiva e quatro de condução coercitiva.

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A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (24) em São Luís (MA) 12 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e sete de busca e apreensão dentro da Operação Casa Cheia, que apura esquema com prejuízos de aproximadamente R$ 1,65 milhão contra a Previdência Social.

Entre os mandados, consta também a previsão de arresto de bens imóveis e de veículos no nome dos investigados, além da determinação para que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenda ou bloqueie o pagamento de 43 benefícios de amparo social ao idoso e realize auditoria em outros 27 benefícios dessa mesma espécie.

A Operação Casa Cheia teve investigações iniciadas em 2015, que levaram à identificação de um esquema criminoso com atuação desde 2011, responsável pela concessão de benefícios de amparo social ao idoso fraudulentos, segundo a Polícia Federal. Os titulares eram pessoas fictícias, criadas virtualmente através da falsificação de documentos públicos.O esquema criminoso tinha participação de pelo menos três servidores do INSS e de intermediários. Eles serão proibidos de frequentar o local de trabalho e afastados das funções públicas pelo prazo de 90 dias.

A operação realizada pela Força-Tarefa Previdenciária – formada pelo Departamento de Polícia Federal, Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério Público Federal – foi batizada ‘Casa Cheia’ por causa dos titulares de 42 benefícios identificados supostamente residirem em apenas duas residências, levando-se em conta o endereço cadastrado nos benefícios.

G1Maranhão

Moto recuperada

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Por volta das 2h30min da madrugada de domingo 22, uma guarnição da Policia Militar do destacamento da cidade de alto Alegre do Maranhão, realiza rondas pela cidade quando se deparou com o motociclista na Rua Santo Antônio, próximo ao Clube Flachopp e decidiu então abordar o condutor e consequentemente realizar algumas consultas sobre o veículo no sistema do “SINESP CIDADÃO”, a guarnição constatou que a motocicleta Honda/Titan CG preta de placa: EIE 5276 configurava-se como roubada.

O condutor do veículo José Francisco dos Reis “que se diz proprietário da referida”, foi entregue na DP juntamente com a motocicleta para que fossem tomadas as devidas providências.

Dupla presa e arma apreendida

Os PM’s de serviço do destacamento de Alto Alegre foram informados via telefone por volta das 20 horas, domingo 22, que dois indivíduos trafegavam em uma motocicleta Honda/Bros, cor preta, placa OJE 1063-Alto Alegre-MA  cor preta em atitude suspeita na Rua Venerana, centro, próximo ao Supermercado Gomes Filho, de imediato a guarnição com o apoio do Cabo. Nilson saiu à procura dos mesmos e já na Rua Venerana, se depararam com os dois indivíduos e ao realizar uma abordagem aos mesmos foi encontrado um revólver marca Taurus calibre 32, com 4 munições intactas na cintura do individuo conhecido como Raimundo Cunha de Almeida, vulgo “Vanilson”.

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Os policiais deram voz de prisão a dupla e os conduziram Raimundo Cunha de Almeida, vulgo “Vanilson” e seu comparsa Antônio Carlos Costa dos Santos, vulgo “Tourrão”, ambos da cidade de Coroatá, MA, para a Delegacia de Policia da cidade para que sejam tomadas as devidas providências.

Em tempo: Contra os dois indivíduos pesa a acusação assalto a uma Farmácia e uma Padaria na cidade de Alto Alegre, na ultima terça feira do dia 17.

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Em rondas pelo Sítio São Benedito na Br 135, por volta das 18h10, do ida 23, uma guarnição PM avistou uma mulher dispensar uma sacola e correu para o interior de uma casa.  A PM  ao verificar constatou ser maconha. Com a permissão da proprietária adentrou a residência e encontrou a mesma debaixo d cama.

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LUCIMARA / ACUSADA DE TRÁFICO

A mesma foi identificada como Lucimara Silva Alves, 26 anos. Com a mesma foi encontrada uma porção grande de uma substancia que aparenta ser maconha, pesando, aproximadamente, 120 gramas. Lucimara foi apresentada na Decop.

Participaram da ação o argento Véras, Cabos PM Bruno, Tavares, Moura, Soldados PM Dayton, De Carvalho e Simone.

Policiais Militares do Grupo Tático Móvel (GTM/1º BPM/CEL EGÍDIO), por volta das 17h40, do dia 21, quando faziam rondas pelo Rio dos Cachorros, Vila Maranhão (Península Norte), precisamente no povoado Ambud, localizaram uma Honda, Bros, de placa NMT 7379, abandonada.

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MOTO RECUPERADA

Após consulta via Sinesp foi constatada que a mesma era produto de roubo. A moto foi entregue no 16º Distrito Policial da Vila Embratel para as providencias que o caso requer.Moto recuperada pela Equipe Bravo, coordenada pelo Sargento Duarte.

Uma guarnição comandada pelo Coronel PM Egídio Amaral e composta, também, pelo Tenente-coronel Ilmar, por volta das 15h10, do dia 20, quando em rondas, especialmente nas paradas e pontos finais de coletivos, avistaram vários indivíduos suspeitos em determinado ponto na Avenida Moçambique, Anjo da Guarda.

Os mesmos foram abordados e identificados como Adailton Silva Gomes, 23, residente em Ribamar; Anailton Silva Gomes, 22; Ytalo Cleiton Sousa Bezerra, 19; e os menores RVSS, 16; DCG, 16; RGSF, 16, anos, todos residentes no Anjo da Guarda e ainda, WCS, 17 anos, residente na Mauro Fecury II.

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ADAILTON, ANAILTON E YTALO

Com os mesmos foi encontrado:  55  (cinquenta e cinco) trouxinhas de maconha ; 03 (três) aparelhos celulares; 02 (dois) relógios; 02 (dois) cordões  e a importância de R$ 43,00(quarenta e três reais).

Participaram ainda da operação o Sargento PM Gilberto, Cabos PM Tavares, Moura, Bruno e Soldados PM Simone e De Carvalho.

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