Presos foram denunciados por lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato; Eles são suspeitos de participar de contratação irregular na COOPMAR pela Prefeitura de Paço do Lumiar.

Uma operação prendeu nesta quarta-feira (31) 11 pessoas suspeitas de participar de contratação irregular na Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços (COOPMAR) pela Prefeitura de Paço do Lumiar, situada na Região Metropolitana de São Luís.

A operação foi realizada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), pelo Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Polícia Civil e Controladoria Geral da União (CGU).

A operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra:

– Gleydson de Jesus Gomes Araújo;

– Marcelo Antônio Muniz Medeiros;

– Raildson Diniz Silva, Marben Costa Bezerra;

– Hilda Helena Rodrigues da Silva;

– Carlos Alex Araújo Prazeres;

– Artur Costa Gomes;

– Gedian Lima de Macedo;

– Peterson Brito Santos;

– Lucas do Nascimento;

– Aislan Denny Barros Alves da Silva.

G1 tenta contato com a defesa dos presos envolvidos na operação deflagrada nesta manhã, na capital.

De acordo com a operação, os presos foram denunciados por lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato.

Investigação

A primeira fase da Operação Cooperare aconteceu em 2016. Durante as investigações, foi apurado que a COOPMAR, ao longo de três anos, recebeu repasses de 17 prefeituras e também da Federação das Administrações Municipais do Estado do Maranhão (Famem), da ordem de R$ 230 milhões. Desse total, R$ 12.929.170,11 foram creditados pelo Município de Paço do Lumiar.

Relatórios técnicos da Assessoria Técnica do Ministério Público e da CGU constataram que a COOPMAR não possuía os requisitos necessários para ser classificada como cooperativa de trabalho, funcionando, na prática, como uma empresa privada.

Na época, foram cumpridos mandados de busca, apreensão e de bloqueio de bens, autorizados pela juíza Jaqueline Caracas, da 1ª Vara de Paço do Lumiar. (G1MA).

Mais um feminicídio é registrado em Bacabal.  O fato aconteceu na noite desta terça-feira (30), por volta das 22h40, na Rua 11 do Bairro Novo Bacabal.

FRANCINEIDE (ASSASSINADA PELO EX-COMPANHEIRO)

Segundo informações Francineide Francisca Nascimento, 36 anos, foi assassinada a golpes de faca por seu ex-companheiro de nome Iramar Ferreira da Silva. O casal estava separado há algum tempo, porém, Iramar não aceitava em hipótese nenhuma a separação.  Sempre que se encontravam os mesmos discutiam.

IRAMAR RECORREU AO SUICÍDIO

Iramar teria ido a casa de Francineide para conversar com a mesma. Segundo relatos,  a vítima teria saído a pé após uma discussão, enquanto o suspeito saiu atrás da mesma em uma motocicleta. Ao alcança-la teria esfaqueado Francineide que morreu no local.

Após o cometimento do homicídio a polícia militar foi até a casa do acusado que fica no mesmo bairro e ao adentrar a casa os policiais observaram que o mesmo teria recorrido ao suicídio por enforcamento.

Uma mulher, de 33 anos, morreu no começo da manhã desta terça-feira (30), depois de ser baleada por vários tiros na Rua Vicente Benigno, Bairro Novo Seringal, em Pedreiras (MA).

De acordo testemunhas que preferiram não se identificar, o crime aconteceu no momento às 6h30, no momento em que a vítima retirava a motocicleta para leva uma a filha, uma criança para escola; dois homem em uma motocicleta se aproximaram e um deles disparou cerca de 13 tiros contra a mulher.  As balas atingiram o braço e a região torácica. A vítima foi identificada como  Rosileide Granjeiro Souza, mais conhecida pelo apelido de “Lêda”. O corpo foi levado para o Hospital Geral de Pedreiras, onde deu entrada às 6h50, já sem vida.

VÍTIMA

Lêda era companheira do açougueiro Taumaturgo, assassinado no dia 8 de abril de 2014. Ela estava na garupa da moto trafegando na região da Santinha em Pedreiras, quando o marido foi alvejado a tiros.

A polícia civil e a polícia militar estiveram  no local do assassinato e no hospital realizando os primeiros procedimentos.

A 14ª Delegacia Regional de Pedreiras deve investigar o caso. (Blog do Carlinhos).

Deputados e senadores maranhenses eleitos e que tomarão posse no próximo ano comentaram sobre desafios que o novo presidente terá a partir do dia 1º de janeiro de 2019.

Deputados e senadores maranhenses eleitos e que tomarão posse em 2019, falaram sobre a expectativa no governo de Jair Bolsonaro (PSL), que foi eleito presidente da República no domingo (28) com 57.797.847 votos, o equivalente a 55,13%. Bolsonaro tomará posse em Brasília no próximo dia 1º de janeiro de 2019.

Senadores

Ao G1 o senador Roberto Rocha (PSDB), único a declarar voto em Bolsonaro, disse que um dos desafios que o novo presidente terá pela frente é unir o Brasil. “Meus cumprimentos ao presidente eleito Jair Bolsonaro. Os desafios daqui pra frente são enormes, entre eles de unir o país, resgatar a economia brasileira, por meio da geração de empregos e renda, reforçar a segurança pública e, especialmente, ter um olhar mais atento ao Nordeste”.

O agora eleito senador Weverton Rocha (PDT) disse que fará uma oposição crítica e estará disposto ao diálogo. “Os brasileiros decidiram nas urnas quem ocupará a Presidência do Brasil. E como manda a democracia, devemos respeitar a decisão. Por convicções ideológicas estarei na oposição. Farei uma oposição critica e responsável, disposta ao diálogo. Mas intransigente na defesa do trabalhador, da justiça social e, sobretudo, do respeito às divergências de pensamento”.

Já a senadora Eliziane Gama (PPS) sugere o nome do governador do Maranhão, Flávio Dino, como nova liderança de oposição no país. “Precisamos construir uma unidade de pautas e projetos que garantam um Brasil plural, onde a nossa Constituição Cidadã seja respeitada, bem como as garantias individuais. Urge que novas lideranças Flávio Dino assumam o protagonismo nacional das pautas que são tão caras e foram conquistadas com tanta luta, urge repensarmos de forma proativa uma forma diferente de se fazer política”, disse.

Deputados federais

Sobre a eleição de Jair Bolsonaro, o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) disse que o povo o escolheu porque espera uma mudança e prometeu que irá ajudá-lo em seu governo para que ele possa implantar todas as medidas necessárias ao país. “Foi um desejo da maioria esmagadora do povo brasileiro. O atual presidente da República foi eleito com mais de 10 milhões de voto sobre o seu adversário e isso prova que o povo brasileiro queria uma mudança. O povo brasileiro o escolheu pela forma que ele enxerga o país. O país precisa de mais autoridade, do combate à corrupção e o combate à violência e por isso o povo escolheu Jair Bolsonaro. Agora o que nos cabe como parlamentar, como amigo é conseguir formar uma base de representação expressiva para que o presidente possa implantar aquilo que ele pretende para o país”.

O deputado Pedro Lucas Fernandes (PDT) disse que espera que o novo presidente consiga juntar o Brasil e respeite a Constituição. “Espero que ele possa unificar o pais e zele pelas prerrogativas constitucionais”.

O deputado Edilázio Jr. (PSD) afirmou que deseja que Bolsonaro possa combater a violência, a corrupção e que o Brasil possa ter mais investimentos para que a nação consiga voltar a crescer. “Primeiro aguardar uma transição cordial e pacífica que é o que todos nós esperamos e que o presidente eleito dê prioridade à sua principal bandeira que é combater a violência em nosso país que é algo de número alarmante para os brasileiros e o combate à corrupção que era outra bandeira muito forte do presidente da República, evitar os conchamos políticos, enfim diminuir o custo do país, diminuir o número de ministérios, enxugar as nossas contas públicas. Que o Brasil possa voltar a ter investimentos, que possa voltar a crescer e o principal que é trazer de volta a alegria ao povo brasileiro”.

O parlamentar Rubens Pereira Júnior (PCdoB) espera que Jair Bolsonaro realize um bom governo e que ele possa encontrar um denominador comum com todos os brasileiros, já que quase 45% da população não concordam com as suas atitudes. “Desejo que Bolsonaro faça um bom governo, olhando principalmente para aqueles que precisam de uma vida digna. O presidente eleito não recebeu “um cheque em branco”. Quase 45% da população discorda das suas posições extremistas e autoritárias. Precisamos caminhar para a conciliação, pois isso ajudará o país a sair da crise”.

O deputado André Fufuca (PP) comentou que aguarda do novo presidente a retomada do desenvolvimento social. “Espero um governo de pacificação, união de todas as forças e poderes, em busca da retomada do desenvolvimento e combate a desigualdade social”.

O deputado Hildo Rocha (MDB) acredita que o país passará por mudanças significativas com a entrada de Bolsonaro na presidência. Ele acrescenta que o novo presidente revolucionará a economia brasileira. “Ficou claro que mais de 57 milhões de brasileiros optaram por uma pessoa que está prometendo fazer uma revolução na economia, fazer também uma mudança completa no atual sistema administrativo existente em nosso país e acredito que ele tem tudo para fazer isso em condições plenas, dependendo de como ele vai montar o seu ministério e também da forma como ele vai se comunicar com o Congresso, mas isso vai depender muito da equipe que ele irá montar. Então acredito que nós podemos estar vivendo um momento diferente na história do país. A partir do ano que vem a oportunidade de mudar a vida da população é muito grande”.

O deputado Gil Cutrim (PDT), que faz oposição a Bolsonaro, disse que espera que o novo governo realize uma administração democrática e em sintonia com o Congresso. “O meu posicionamento é o mesmo do meu partido. O que o meu partido decidir eu irei seguir. Nós já estivemos reunidos e seremos neste primeiro momento oposição ao governo Bolsonaro. Eu espero que o presidente eleito faça uma gestão democrática e que consiga conversar com o Congresso no sentido de criar agendas positivas para o Brasil”.

O deputado Eduardo Braide (PMN) comentou que deseja que Jair Bolsonaro faça uma boa administração e que o Maranhão esteja em consonância com o governo Federal. Ele espera que com a renovação do Congresso Nacional novas ideias surgirão para o bem de todos. “Nós percebemos que o Brasil ficou rachado nessa eleição, mas agora acabou tudo isso é hora de unir o Brasil, de pacificar todas essas discussões. Aqueles que são oposição devem fazer oposição com responsabilidade. No mais é desejar um bom governo ao presidente Jair Bolsonaro. Nós temos que procurar estar em sintonia com o governo Federal em favor do Maranhão. Aquilo que for bom para o Maranhão e para o meu Brasil terá o meu apoio, aquilo que não for bom terá o meu voto contrário. Daqui prá frente com o Congresso altamente renovado e mais jovem, eu acredito que é possível sim que se faça a diferença. Eu acho que é isso que o povo brasileiro está esperando”.

O deputado Juscelino Filho (DEM) afirmou que espera que Bolsonaro cumpra as suas promessas e que ele possa realizar um governo igualitário. “Espero que Jair Bolsonaro tenha a capacidade de unir o país e governar para todos. Que consiga cumprir as promessas que fez no seu pronunciamento de ontem, de respeitar a nossa constituição, enxugar e desburocratizar a máquina pública para assim atrair investimentos, cortar privilégios e aplicar o pacto federativo fortalecendo com mais recursos estados e municípios”.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB) se manifestou dizendo que será fiel a democracia e aos direitos do povo brasileiro. “Na Câmara Federal estarei firme na defesa da democracia e dos direitos do nosso povo. Viva o Brasil!”.

O parlamentar Bira do Pindaré (PSB), oposição no Congresso Nacional, afirmou que não acredita nos projetos do novo presidente, pois considera que seu governo será ditadorial e autoritário. “Nós defendemos a democracia, diferentemente dele, cuja a bandeira é a ditadura, é o autoritarismo. Por outro lado, não podemos deixar de reafirmar o nosso ceticismo com a decisão tomada pela maioria da população brasileira. Não acredito no projeto liderado pelo senhor Jair Bolsonaro. Então, desde já, eu afirmo, categoricamente, serei um deputado de oposição no Congresso Nacional, porque não aceito o desmonte de direitos”.

O deputado João Marcelo (MDB) disse que espera que Bolsonaro faça mudanças no Brasil na esfera econômica, pois o país passa por uma grande crise. “O Brasil entrou numa época onde os radicais tendenciaram tanto para a direita quanto para a esquerda. Ganhou Bolsonaro, merecidamente, e vamos ver agora as suas propostas. Ele disse que vai dar valor as empresas brasileiras. Agora vamos ver porque nós não passamos só por uma crise moral e ética como também por uma crise econômica, e se não mexer algumas coisas vai ficar difícil”.

O deputado Josimar de Maranhãozinho (PR) disse ao G1 que por enquanto não irá se manifestar. O G1 não conseguiu contato com os deputados Júnior Lourenço (PR), Cléber Verde (PRB), Júnior Marreca Filho (Patriotas), Zé Carlos (PT) e Pastor Gildemyr (PMN). (G1MA).

Edvan Brandão de Farias é o novo prefeito de Bacabal.  Edvan  que é da coligação (PSC/PSL/MDB/PV/DEM/PT) foi eleito na tarde de hoje com 50,84 % – 22.446 votos, contra 45,98 % – 20.300 votos de César Brito da coligação (PPS/PHS/PC do BB/PL), seu principal concorrente. Isto até as 19h30, com 96,73 % dos votos apurados.

Edvan assumiu o mandato de prefeito interino em decorrência da cassação dos mandatos do prefeito e vice-prefeitos Zé Vieira e Florêncio Neto, respectivamente, no último dia 19 de junho pelo Tribunal Superior Eleitoral. empossados por força de decisão liminar em janeiro de 2017.

Edvan Brandão permanecerá no cargo de prefeito de Bacabal até o dia 31 de dezembro de 2020. Graciete Lisboa é a vice-prefeita.

Ainda disputaram a disputaram ao cargo de prefeito de Bacabal em eleição suplementar, Luizinho Padeiro (PSB),  que obteve 1,98 % – 875 votos; professor Maninho (PRB) com 1,19 % – 527 votos. Professor Maninho foi a grande decepção do pleito, uma vez que perdeu para o candidato Luizinho padeiro que nunca ocupou nenhum cargo público. A candidata Gisele Veloso (PR) não teve os seus votos divulgados pela justiça eleitoral.

Quem é Edvan Brandão

Bacabalense,  evangélico, Edvan Brandão de Farias, 44 anos, é casado e reside no povoado Bela Vista, zona rural do município, onde nasceu. O novo prefeito exerce o seu  segundo mandato como vereador. O primeiro foi em 2012, a época,  filiado ao Partido Progressista e obteve 899 votos.  Edvan Brandão é um dos 11 filhos do casal de agropecuaristas  Maria do Socorro e Veridiano Amaro Farias, o Veras da Bela Vista, já falecido, uma das maiores lideranças políticas de Bacabal.

FOTO: DHAVID NORMANDO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Candidato do PSL derrotou o petista Fernando Haddad no segundo turno. Capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991, Bolsonaro se elegeu com promessas de reformas liberais na economia e um discurso conservador, contrário à corrupção, ao PT e ao próprio sistema político.

Jair Messias Bolsonaro, do PSL, foi eleito presidente da República neste domingo (28) ao derrotar em segundo turno o petista Fernando Haddad, interrompendo um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002.

A vitória foi confirmada às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%).

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentado no qual sofreu uma facada que o perfurou no abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.

Primeiro turno

A campanha eleitoral teve início em agosto com 13 candidatos à Presidência da República, o maior número de concorrentes desde 1989, quando houve 22 postulantes:

  • Jair Bolsonaro (PSL)– Reeleito deputado federal em 2014 pelo PP, Bolsonaro saiu em busca de um partido para concorrer à Presidência. Passou pelo PSC e, em março, filiou-se ao então nanico PSL. Bolsonaro teve dificuldade para encontrar um vice. O general Hamilton Mourão (PRTB) foi a quarta opção, após convites ao senador Magno Malta (PR), ao general Augusto Heleno, do PRP, e à advogada Janaína Paschoal, do PSL. Bolsonaro também não conseguiu alianças com grandes partidos e teve pouco tempo na propaganda eleitoral gratuita. O candidato compensou a desvantagem com forte presença nas redes sociais e no aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Bolsonaro encerrou o primeiro turno como o candidato mais votado, com 49.276.990 votos (46,03% dos válidos).
  • Fernando Haddad (PT)– O candidato foi registrado como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em agosto liderava as pesquisas de intenção de votos mesmo preso desde abril em Curitiba devido à condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). Haddad assumiu a cabeça da chapa em setembro, depois que o TSE rejeitou o registro da candidatura de Lula. A estratégia do PT foi vincular a imagem de Lula à de Haddad, a fim de assegurar a transferência de votos. No começo, Haddad tinha 4% nas pesquisas e passou da faixa dos 20% – metade das intenções de voto que o padrinho vinha obtendo. O petista recebeu 31,3 milhões de votos (29,28% dos votos válidos) no primeiro turno e passou ao segundo turno.
  • Ciro Gomes (PDT)– O PDT concorreu coligado ao PT nas duas últimas eleições presidenciais, mas na deste ano reapareceu com candidatura própria, a de Ciro Gomes, que se apresentou como uma terceira via, na esperança de obter votos no centro e na esquerda, como alternativa aos eleitores desencantados com o PT e refratários a Bolsonaro. Ciro Gomes terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 12,4% dos votos. No segundo turno, embora o PDT tenha anunciado “apoio crítico” a Haddad, Ciro Gomes se manifestou contra Bolsonaro, mas não quis declarar apoio a Fernando Haddad.

 

  • Geraldo Alckmin (PSDB)– O ex-governador de São Paulo também se apresentou como opção de “terceira via” a Bolsonaro e Haddad. Fechou uma aliança com oito partidos, apoio que incluiu legendas do “Centrão” (DEM, PP, PR, PRB e SD) , o que garantiu a ele quase metade do tempo na propaganda de rádio e TV. Mas terminou o primeiro turno com menos de 5% dos votos.

 

  • Marina Silva (Rede)– Em sua terceira candidatura presidencial, agora pela Rede, Marina Silva foi outra candidata que tentou se colocar como alternativa ao PT e a Bolsonaro. Ela começou bem nas pesquisas, mas perdeu força e teve desempenho bem inferior ao terceiro lugar registrado em 2014, quando obteve mais de 22 milhões de votos. Desta vez, alcançou pouco mais de 1 mihão e terminou em oitavo lugar.

 

  • Alvaro Dias (Podemos)– O senador e ex-governador do Paraná centrou o discurso no combate à corrupção. Tentou seduzir sem sucesso o eleitor com um convite, caso eleito, para que o juiz Sergio Moro assumisse o Ministério da Justiça. Terminou o primeiro turno em novo lugar, com 859 mil votos (0,8% do total).

 

  • Henrique Meirelles (MDB) – Ministro da Fazenda do governo Michel Temer, Henrique Meirelles tirou R$ 54 milhões do próprio bolso para financiar a campanha a presidente. Apostou no discurso de recuperação da economia, mas não decolou. Obteve 1,2 milhão de votos (1,2% do total).

 

  • João Amoêdo (Novo) – Candidato com origem no mercado financeiro, João Amoêdo, do Partido Novo, que estreou em eleições com discurso liberal na economia. Chegou em quinto lugar no primeiro turno, com mais de 2,6 milhões de votos (2,5%), e considerou o desempenho “sensacional”.

 

  • Cabo Daciolo (Patriota)– Foi dos candidatos com maior repercussão nas redes sociais, repetindo sempre que podia a expressão “Glória a Deus”. Ele até optou por jejuar e orar em um monte durante parte da campanha. Terminou o primeiro turno em sexto lugar, com mais de 1,3 milhão de votos, à frente de nomes mais conhecidos como Marina Silva e Henrique Meirelles.

 

  • Demais candidatos– A corrida presidencial ainda teve as candidaturas à esquerda de Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU). O primeiro obteve pouco mais de 617 mil votos. A segunda, 55,7 mil. João Goulart Filho (PPL), filho do ex-presidente Jango, também tentou a sorte. Foi o último colocado entre os 13 que disputaram o primeiro turno, com 30,1 mil votos. O “democrata cristão” José Maria Eymael (DC) foi o penúltimo, com 41,7 mil. Durante a campanha, ele usou o bordão “Sinais, fortes sinais”.

  

  • Atentado contra Bolsonaro

Em uma campanha marcada por ânimos exaltados nas redes sociais e nas ruas, Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado no qual levou uma facada, em 6 de setembro, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O candidato do PSL teve o abdômen perfurado, passou por cirurgias e ficou 23 dias internado.

Em razão do atentado, o deputado concentrou a campanha nas redes sociais por meio de mensagens de texto e vídeos – após o primeiro turno, por exemplo, a campanha marcou uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro, mas o candidato optou por um discurso transmitido ao vivo pelo Facebook.

Bolsonaro recebeu 49,2 milhões de votos no primeiro turno, contra 31,3 milhões de Haddad.

resultado do primeiro turno ainda encerrou a polarização entre PT e PSDB das últimas seis eleições – o PSDB venceu em 1994 e 1998, e o PT em 2002, 2006, 2010 e 2014.

Segundo turno

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad repetiram ao longo do segundo turno declarações nas quais alertaram que a vitória do rival traria riscos ao Brasil. Haddad apontou possível retrocesso na democracia e reproduziu elogios de Bolsonaro à tortura. O candidato do PSL, em tom de combate ao comunismo, criticou o apoio do PT aos governos de Cuba e Venezuela.

Na busca de aliados no segundo turno, partidos mais à esquerda fecharam apoio, mesmo que “crítico” em alguns casos, a Haddad. Apesar de muitos partidos anunciarem neutralidade, políticos tradicionais e candidatos a governador abriram o voto no favorito Bolsonaro, interessados em colar suas imagens à do candidato, que recebeu o apoio de bancadas temáticas do Congresso, entre as quais, a ruralista.

Ao longo do segundo turno, Bolsonaro permaneceu no Rio, onde mora com a família. Apesar dos desafios de Haddad e de ter sido liberado pelos médicos, o deputado decidiu não participar de debates. A votação no primeiro turno e a liderança nas pesquisas reforçaram a estratégia de evitar confrontos.

Na campanha de segundo turno, se acentou o debate sobre o fluxo de mensagens com conteúdo falso, as chamadas “fake news”. Circularam nas redes sociais e em aplicativos de trocas de mensagens conteúdo com informações incorretas sobre diversos assuntos, entre os quais, supostas fraudes nas urnas eletrônicas, desmentidas pelo TSE.

O uso do WhatsApp nas campanhas foi parar na Justiça Eleitoral, após reportagem da “Folha de S.Paulo” relatar casos de empresas apoiadoras de Bolsonaro que teriam comprado pacotes de “disparo em massa” de mensagens contra o PT. O candidato do PSL negou as irregularidades.

Propostas de Bolsonaro

Bolsonaro criou uma espécie de alto comando da campanha que o levou à Presidência, composto pelos três filhos que são políticos (Carlos, Flávio e Eduardo);o advogado Gustavo Bebianno, presidente do PSL; o economista Paulo Guedes, e generais da reserva, com destaque para o general Augusto Heleno.

Guedes assumiu o papel de embaixador de Bolsonaro junto ao mercado financeiro, e os generais ajudaram a conter resistências ao nome do capitão nas Forças Armadas.

Políticos também apoiaram Bolsonaro, a exemplo do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), já anunciado como ministro da Casa Civil no novo governo. A soma do trabalho desse grupo mais restrito resultou no plano de governo e em propostas apresentadas durante a campanha:

Duplo Homicídio na Zona rural do município de Lago Verde. Os crimes aconteceram no finalzinho da noite de sábado (27), quando três homens encapuzados entraram pelos fundos de um bar onde era realizada uma festa de reggae e já foram atirando em uma pessoa de nome Glaydson que foi atingido na cabeça e morreu no local. No tumulto uma pessoa conhecida por “Chico” correu após os disparos tentando se esconder e também foi atingido com um tiro na cabeça e também veio a óbito.

Uma terceira pessoa identificada como “Pedro Cão” foi baleado na altura da barriga.

Após o duplo homicídio a dupla fugiu em direção a cidade de Conceição do Lago Açu. A polícia faz buscas com o objetivo de identificar e localizar os acusados.

A qualquer momento mais informações.

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