FLÁVIO DINO NÃO PODERÁ DISPUTAR A REELEIÇÃO

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O iminente afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado Federal obrigará o governador Flávio Dino a buscar outro caminho eleitoral se deseja permanecer na vida pública. No gesto mais enfático em nome de uma aliança com o PSDB, o vice-presidente Michel Temer deu sinais de que encaminhará ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) extinguindo a reeleição para cargos majoritários, inclusive o dele, já valendo para as eleições de 2018.

Além dos peemedebistas e tucanos, a proposta – que vale até para mesas diretoras no Poder Legislativo – já conta com o apoio aberto do PSB, e dará mais liberdade de ação para Temer durante o período em que permanecer à frente do Planalto.

Para Flávio Dino, porém, que já não possui liberdade dentro do próprio governo, a PEC deve dificultar as articulações que vinha promovendo em troca das duas vagas a que o Maranhão tem direito em 2018 com a saída dos senadores Edison Lobão e João Alberto Souza, ambos do PMDB. Como não poderá mais concorrer à reeleição, o governador do Maranhão deverá deixar de oferecer as duas vagas ao Senado e passar a garantir uma a ele próprio.

Segundo interlocutores, ele já estaria fazendo isso.

O comunista tem consciência de que a ascensão de Temer à Presidência da República resultará no retorno do grupo Sarney ao comando do Estado, além de musculatura para emplacar a ex-governadora Roseana Sarney na outra vaga ao Senado. Ou mesmo garantir as duas vagas aos seus principais adversários do estado, sendo a outra para o deputado federal Sarney Filho, irmão de Roseana, ou para o suplente de senador Lobão Filho.

Flávio Dino estuda ainda, por meio da projeção nacional que vem fazendo na defesa da presidente Dilma Rousseff, articular-se como vice de Lula ou de Ciro Gomes.

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