APAGÃO DE MEMÓRIA OU MAL DE ALZHEIMER?

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 “Eu tenho impressão de que ele [José Sarney] jamais será contra o Maranhão. Eu acho que o governador Flávio Dino, ao ficar longe do presidente [Michel Temer], o poder não tem vácuo, o poder é ocupado imediatamente e, na hora em que ele fica longe, é claro que outras forças se aproximam. Então, se ele não quer que o Sarney tenha influência, ele precisa estar junto. Se ele ficar afastado, naturalmente o presidente Sarney crescerá. Mas não acredito que o Sarney tenha essa deliberação de criar dano nenhum ao Governo do Estado”.

Assim se posicionou o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares sobre o atual momento político, dando a entender que passa, no mínimo, por uma amnésia grave e que merece cuidados médicos imediatos.

Ora, o Maranhão inteiro vivenciou as perseguições impostas ao governo de Zé Reinaldo pelo senador José Sarney e seu grupo em Brasília, impedindo de todas as formas que recursos fossem alocados junto ao Governo Federal.

Tavares, então, teve um lapso de memória e não recorda mais daquele convênio de R$ 60 milhões para ajudar programas voltados para a área rural do Maranhão, em que o senador usou de todas as forças para impedir que chegassem ao nosso estado?

O próprio governador, naquela época, denunciou todas as artimanhas do grupo Sarney para prejudicar seu governo e, consequentemente, o povo do Maranhão. Mesmo perseguido, Tavares ainda conseguiu eleger seu sucessor, Jackson Lago, impondo uma derrota à senadora Roseana Sarney.

Que ele queira, a todo custo, se reaproximar do seu pai político, o ex-senador José Sarney, tudo bem, tudo bacana.

Agora tentar passar a falha informação de que Sarney não virar com toda a carga negativa contra Flávio Dino, aí deixou de ser um pagão de memória para se transformar em Mal de Alzheimer.

Por Luís Cardoso

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