MARANHENSE DE COLINAS É ASSASSINADA EM CAMPINAS, SP

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Uma estagiária de 21 anos foi assassinada a facadas na manhã da quarta-feira (19) no Jardim Metanópolis, no distrito do Campo Grande, em Campinas. É o terceiro crime contra mulher, na cidade, em menos de uma semana. Wennya Miranda Gonçalves foi achada pelo irmão, caída entre na sala, com um corte profundo no pescoço e nas mãos. Os pais da vítima estavam no Maranhão.

A principal suspeita da Polícia Civil é de latrocínio, roubo seguido de morte, já que a carteira dela estava revirada e o irmão deu por falta de R$ 200 que estavam no caixa do bar da família, que funciona na frente da casa. Se for confirmado latrocínio, será o segundo caso em menos de uma semana.

Wennya cursava Logística e trabalhava de estagiária em uma empresa. Os pais só tinham ela e um rapaz mais velho. Segundo parentes e amigos, no final de semana passada, os pais viajaram para o Maranhão e a jovem ficou com o irmão, como era de costume. Também era de costume o namorado dela ficar na casa no período que os pais dela viajavam.

Na noite de terça-feira, o irmão de Wennya foi para a casa da namorada, onde passou a noite. A estagiária teria passado a noite com o namorado. “A última vez que falei com ela foi por volta das 6h da manhã. Ela disse que estava tudo bem” , contou o irmão, identificado apenas por Wanderlei, e não quis falar mais nada por estar abalado.

O corpo da jovem foi achado por volta das 14h de quarta (19) depois que o irmão foi alertado por um vizinho que um entregador não conseguia falar com ninguém na casa. O rapaz, que estava trabalhando, foi até o imóvel e achou o portão e a casa trancados. “Ele (irmão) estava sem as chaves então pulou o muro e arrombou a porta. Quando ele entrou na sala viu o corpo dela e uma poça de sangue” , relatou a prima.

De acordo o delegado Roney de Carvalho Barbosa Lima, a jovem lutou com o assassino. Nas mãos dela haviam cortes, sinais de que ela tentou se defender. “Além de um corte profundo no pescoço, ela levou uma pancada nas costas, provavelmente com um banquinho” , disse Lima.

Wennya cursava Logística e trabalhava de estagiária em uma empresa. Os pais só tinham ela e um rapaz mais velho

Wennya estava maquiada e pronta para o trabalho. A polícia acredita que a estagiária tenha sido abordada no portão, por volta das 6h30, quando saia para o trabalho. “Os investigadores ligaram para o namorado dela e ele disse que viajou na manhã do mesmo dia para Brasília, já que tinha essa viagem programada” , contou o delegado.

Os pais foram avisados da tragédia e chegaram na manhã desta quinta-feira (20) em Campinas.

Uma camiseta e uma faca foram achadas na casa e apreendidas pela polícia, que pediu exame nas unhas da vítima para detectar resquícios de pele do agressor.

A casa foi encontrada pelo irmão apenas com uma janela da cozinha aberta. Vizinhos teriam relatado para a polícia que por volta das 6h da manhã teriam ouvido a garota xingar alguém, mas depois silenciou. Segundo Lima, o assassino estava descalço, já que haviam pegadas de sangue no imóvel – em um corredor e na laje que dá acesso a uma viela. “Provavelmente foi craqueiro, mas ainda estamos investigando” , disse o delegado.

A bolsa da jovem foi achada revirada, somente com um cartão de crédito. O irmão afirmou para a polícia que ela estava com dinheiro, já que havia a determinação para ela fazer um depósito bancário. O crime foi registrado como roubo na 2ª Delegacia Seccional de Campinas. Amigos e vizinhos estavam inconformados. “Ela era meiga, carinhosa com o pai. Via ser difícil para eles” , disse o pintor Marcos José Aquino, de 47 anos.

O corpo de Wennya foi sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, o Amarais. (Correio Popular).

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