NA CIDADE DO JÁ TEVE, HOJE COMEÇARIA A EXPOABA

Comentários 0

Hoje, domingo (20), poderia ser um domingo bem diferente. Nesta data de acordo com o calendário, em tempos idos, começaria a Exposição Agropecuária de Bacabal (Expoaba), uma festa que concentrava expositores de várias partes do Brasil, que fazia parte do calendário nacional, que gerava divisas para o município, além de servir como entretenimento, onde se podia ir com a família, amigos, apenas passear, comer uma comida típica, almoçar, jogar conversa fora. Mas, hoje, tudo isso já faz parte da “Cidade do Já Teve”, como escrevi em um artigo (Releia). Sem opções de lazer, o bacabalense tem que se contentar em tomar uma pinga aqui, ali, acolá ou assistir futebol na Tv, pois já tivemos dois times na principal divisão do maranhense, aliás, o primeiro campeão do interior foi o Bacabal (BEC) e hoje nada, me perdoe, é que um assunto puxa outro, voltemos ao foco.

O pior é que até agora não se tem um motivo plausível para o final da exposição, e sim, muita desculpas esfarrapadas. Um evento que se confundia com  a própria história da cidade. A expoaba que morreu no governo do pecuarista e ex-prefeito José Alberto, um dos grandes do país, pelo andar da carruagem, foi enterrada na atual gestão, que sequer falou em nenhum momento sobre o assunto, sendo o prefeito atual um grande pecuarista, seguido pelo seu braço forte o deputado estadual Carlinhos Florêncio, outro grande pecuarista, seguido por dezenas e dezenas de outros e outros. O local em que era realizada passou por imbróglios judiciais e segundo informações teria sido vendido para uma rede de supermercados, que dias após teve conhecimento dos “problemas que enfrentaria na justiça” e acabou desistindo do negócio. O certo é que ninguém até agora sabe a fundo o que realmente aconteceu e o que estaria por trás de tudo isso.

O evento fortalecia a economia da cidade direta e indiretamente, pois era muito aguardado pelos comerciantes, movimentava muitas pessoas durante a semana da sua realização, aumentando a população flutuante da cidade e consequentemente o consumo.  O comércio era um dos mais beneficiados com  as vendas, inclusive de roupas, calçados e acessórios, dinheiro que circulava até nos salões de beleza que atendiam com os preparos dos cabelos e das unhas, uma vez que as pessoas queriam está bem apresentadas, gerando renda e com isso trabalho, fortalecendo ainda, aquele pequeno empreendedor que ali vendia o seu cachorro-quente, o seu caldo, sua comida típica, a sua arte, isto sem falar nos grandes negócios que ali eram realizados.

O  certo mesmo é que tudo isso hoje é apenas saudade. É como diz o ditado “éramos felizes e não sabíamos”.

Deixe uma resposta