ENTRA-E-SAI DE ZÉ VIEIRA CAUSA MAL-ESTAR NO TJ E MÁ IMPRESSÃO FORA DELE

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Vem causando mal-estar no Tribunal de Justiça e má impressão fora dele o entra-e-sai de Zé Vieira (PR) no cargo de prefeito de Bacabal por determinação judicial.

Nenhum dos vários especialistas ouvidos informalmente pela Coluna encontrou fundamento na decisão da desembargadora Cleonice Freire de, durante um plantão, desfazer uma decisão da Justiça de afastar o prefeito do cargo por reconhecer que ele é ficha-suja e não deveria sequer ter concorrido à Prefeitura.

O despacho da desembargadora – que já presidiu o Tribunal de Justiça – foi tão controversa que em menos de 48 horas foi desmanchada por um colega dela, desembargador José Ribamar Castro. De acordo com um dos especialistas ouvidos pela Coluna, a decisão da desembargadora tem pouca consistência jurídica, enquanto o despacho que a desmanchou está fundamentado em argumentos mais sólidos.

O observador prevê que dificilmente o Pleno do Tribunal de Justiça mudará a decisão do desembargador José Ribamar Castro caso os advogados de Zé Vieira protocolarem – o que muito provavelmente farão, se já não tiverem feito – um agravo de instrumento, o último recurso possível nesse caso.

A conclusão dominante entre eles é a seguinte: Zé Vieira não mais será prefeito de Bacabal, nem Florêncio Neto (PHS) continuará vice e o substituirá. Essa chicana judicial vai terminar em pouco tempo. E o ponto final será colocado ela Justiça Eleitoral.

Convencido pela Justiça Federal de que Zé Vieira tem contas rejeitadas e processos transitados e julgados por improbidade, que o tornam inelegível – ele não poderia ter sido candidato -, a Justiça Eleitoral certamente anulará os votos dados à chapa por ele liderada.

Essa decisão poderá resultar em dois desfechos: declarar eleito o segundo colocado, no caso o deputado Roberto Costa (PMDB), ou convocar nova eleição em 30 dias.

O que vier a acontecer antes do posicionamento da Justiça Eleitoral será mera jogo-de-empurra.

Por Ribamar Correa.

 

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