BACABAL TERÁ NOVAS ELEIÇÕES. EDVAN BRANDÃO É O NOVO PREFEITO. O DIFÍCIL AGORA SERÁ ADMINISTRAR A GUERRA DE “EGOS” DENTRO DO PRÓPRIO GRUPO

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Na noite da última terça-feira (19),  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou em sessão plenária jurisdicional recursos relativos às eleições para a Prefeitura Municipal de Bacabal no Maranhão.

O então prefeito  José Vieira Lins (PP), ‘Zé Vieira’  apresentou recursos à Corte contra a declaração de sua inelegibilidade por rejeição de contas públicas, decorrente de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. José Vieira,  concorreu e foi eleito nas urnas com o registro indeferido, aguardando decisão definitiva da Justiça Eleitoral, imbróglio que foi julgando na noite de terça-feira (19),  onde,  por unanimidade, o TSE decidiu por novas eleições no referido município maranhense. A decisão foi tomada com base no voto do ministro Luiz Fux, relator da matéria, assumindo a direção do município de Bacabal até as eleições suplementares o presidente da câmara municipal de Bacabal, Edvan Brandão.

Caberá agora a Justiça Eleitoral definir a data do novo pleito. Por questão de logística e financeira, a tendência é que a nova eleição seja realizada em 07 de outubro, mesma data das eleições gerais ou ainda no mês de dezembro. Enquanto isso, a cidade de Bacabal será comandada pelo presidente da Câmara de Vereadores.

Quem é Edvan Brandão

Bacabalense,  evangélico, Edvan Brandão de Farias, 44 anos, é casado e reside no povoado Bela Vista, zona rural do município, onde nasceu. O novo prefeito exerce o seu  segundo mandato como vereador. O primeiro foi em 2012, a época,  filiado ao Partido Progressista e obteve 899 votos.  Edvan Brandão é um dos 11 filhos do casal de agropecuaristas  Maria do Socorro e Veridiano Amaro Farias, o Veras da Bela Vista, já falecido, uma das maiores lideranças políticas de Bacabal.

Guerra de EGOS

Agora o grande problema  será conter a guerra de egos dentro do grupo. De um lado o deputado Roberto Costa que está numa sinuca de bico, pois, tem que optar em ser candidato à reeleição ou a prefeito na eleição suplementar, ou seja: “ Quem toca sino, não acompanha procissão”. Alguns analistas o aconselhariam a tentar a reeleição, uma vez que não seria  mais unanimidade dentro do grupo, perdendo espaço para outros nomes, dentre os quais para o vereador Coronel Egídio que tem uma boa aceitação em todas as camadas sociais e para próprio Edvan Brandão em uma suposta troca de nomes. Para os mais próximos o deputado não teria demonstrado interesse em concorrer a uma nova disputa municipal. A guerra de egos está acirrada, principalmente, nas pastas da saúde, educação, finanças e SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), sendo que o SAAE já tem um nome praticamente escolhido para a função.

Por outro lado está o agora prefeito, Edvan Brandão, que mesmo em um mandato tampão, corre a passos largos  para disputar às eleições suplementares. Edvan Brandão estará no exercício do cargo, apto a disputar o cargo que ora exerce. Mesmo demonstrando fidelidade até então ao grupo do senador João Alberto é como diz o ditado: poder é poder. Será que Edvan Brandão com toda a máquina administrativa ao seu favor sairia dessa zona de conforto em detrimento de outro nome e voltaria a ser coadjuvante? Ou se aplicaria a máxima dos nossos avós: aquele que parte o bolo e não fica com a maior parte ou é besta ou não entende da arte.

Só duas hipóteses justificariam a não participação de Edvan Brandão como candidato nas eleições suplementares: “obediência cega ao grupo” ou simplesmente  “ incompetência”, o que não seria o caso do prefeito Edvan, que sempre demonstrou ser um homem coerente e competente, tanto que conduziu até o momento  com muita capacidade o legislativo bacabalense e que com certeza conduzirá o executivo.

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