ELEIÇÃO EM BACABAL: UMA DISPUTA DE GRUPOS. O GRUPO DE MENOR REJEIÇÃO SAIRÁ VITORIOSO

Comentários 0

A cidade de Bacabal vive mais uma vez um clima de intensa política. Ademais, Bacabal vive política 24 horas por dia, 365 dias por ano esse clima. É terminando uma eleição e começando outra.  É uma ciumada danada o que obriga muitas vezes os eleitores e se afastarem de amigos, amigos de infância, amigos-irmãos pelo simples fato de serem vistos conversando com adversários, aqui é proibido e soa como sinal de traição o que é um tremendo absurdo. Fatos desta natureza se fôssemos citar passaríamos um década e não chegaríamos ao final.  No dia 28 de outubro será escolhido em eleição suplementar o prefeito de Bacabal para o término do mandato de José Vieira Lins, entre os candidatos Edvan Brandão, do grupo do senador João Alberto de Souza e da ex-governadora Roseana Sarney e  César Brito, candidato do grupo do ex-prefeito José Vieira e do governador Flávio Dino, isso já está bem claro para o eleitorado bacabalense. Onde o que menos importa é o nome dos dois candidatos e sim a que grupo os dois principais concorrentes estão atrelados.

O que muitos não veem ou não querem enxergar é que se trata de uma guerra, uma eleição de grupos onde os dois principais candidatos podem figurar até como coadjuvantes, não podendo nem um e nem o outro cantar vitórias antes do sufrágio das urnas, não se podendo avaliar quem é quem por palestras, convenções, carreatas ou alaridos.

Bacabal é uma cidade totalmente atípica em termos de política como citei no primeiro parágrafo. O eleitor vai para as urnas no dia 28 de outubro para votar em um grupo, ficando os candidatos em segundo plano. De um lado aqueles eleitores que odeiam o grupo do senador João Aberto e do outros os que detestam o grupo do ex-prefeito José  Vieira Lins. Ou seja, quem tiver a rejeição menor vai ganhar as eleições.

O que está em jogo não é o candidato “gente da gente” e muito menos “aquele que pouco fala com o povão”, mas, sim o que os seus grupos andaram fazendo nos últimos anos, décadas.  O que se desenha na mente do eleitor bacabalense, infelizmente, é o “paixismo” o que é muito ruim para o município que há muito tempo necessita de outra via, nomes novos, renovação, outro grupo que não tenha ainda estado no poder, poder este que vive em constante processo de alternância, ou seja: de mudança mesmo nada. São os mesmos rostos atrás de um novo véu.

Bacabal há décadas sofre com esse processo de alternância o que vai se repetir nesta eleição suplementar. Dois grupos que já foi um só e que o eleitor conhece muito bem. Entra o grupo A e sai o B, na outra eleição volta o B e sai o A, o que não significa nenhuma mudança. É o que vai acontecer.

Já em nível de Estado o pleito deixará uma das duas marcas: o ressurgimento do grupo Sarney ou seu enterro em definitivo, o que é mais provável.

Voltando a Bacabal teremos o grupo do senador João Alberto  e dos Sarneys que há muito tempo não encabeçava uma disputa com chances de ganhar, muito embora tenha participado de quase todas as administrações passadas e ávidos para permanecer no poder. Do outro lado o grupo do ex-prefeito José Vieira Lins e do governador Flávio Dino que ainda não digeriu o fato do “veim” ter saído por decisão judicial, mesmo tendo ganhado nas urnas  e poderá usar este artifício como arma de vingança  e votar coeso no candidato do seu grupo, no caso, César Brito.

Eleição em aberto sem aquela onda do “JÁ GANHOU”. Jogo é jogado, peixe é pescado e eleição é votada é como diz o ditado: “conversa fiada matou carambola”.

Os dois grupos que tem um alto nível de rejeição não estarão disputando qual dos dois é o melhor para Bacabal e sim, qual dos dois grupos tem a menor rejeição e o resultado só sairá no dia 28 de outubro de 2018. É só aguardar.

Deixe uma resposta