ELEIÇÃO BACABAL: A ONÇA COMEÇA A BEBER ÁGUA. TEM GENTE CAINDO DA CAÇAMBA

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A cada dia se afunila as decisões sobre a sucessão municipal em Bacabal. Alguns nomes que saíram na frente apregoando a Deus e ao mundo que seriam pré-candidatos a prefeito já perderam e já perdem força, falta oxigênio para prosseguir. É aquele adágio popular conhecidíssimo do saudoso Dr. Bete Lago (In Memoriam), quando lhe perguntavam sobre esta ou aquela candidatura, sempre dizia: “esse não aguenta repuxo de campanha” e foi justamente o que aconteceu recentemente com a campanha do bacabalense conhecido por “Junior da Caçamba” um dos primeiros a lançar sua pré-candidatura. No primeiro esturro do deputado Carlinhos Florêncio baixou o facho: “ficou quetim”, parecia que não era nem com ele. Porém,  ficou de longe olhando a banda passar, quando passou o cavalo selado não teve dúvidas. Namorou a família Florêncio e casou com a atual gestão municipal, pelo menos é o que dar a entender depois que reuniu com o prefeito Edvan Brandão e aliados. Sorridente, feliz, prestativo não parecia nem um pouco com aquele pré-candidato falastrão que até banheiro sujo mostrava. Se esta aliança realmente se concretizar vai ser muito difícil para o mesmo desfazer o que já falou. É como diz o milenar adágio. Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra depois de solta pela mão, a palavra depois de proferida, a ocasião depois de perdida e o tempo depois de passado. Inclusive, Caçamba já teria saído de vários grupos de Whatsapp até criados por sua pessoa, mas, este assunto será tema de uma matéria específica na próxima semana.

Fato parecido já havia acontecido nas eleições de 1996, quando o agora advogado renomado Dr. Charles Dias, seguiu a mesma trilha. Pré-candidatura que só durou até a primeira carreata de Zé Vieira (In memoriam) que ao passar em frente a residência do saudoso Gramixó onde estavam várias pessoas,  gritou: “sobe aqui Charles” foi o suficiente, Charles subiu e aderiu de pronto a campanha do “Osso duro de roer”.

Mas, vamos nos ater aos nomes que efetivamente ainda estão no páreo. Primeiro temos que levar em conta ser a primeira eleição dos últimos vinte anos sem a participação direta do ex-prefeito Zé Vieira e do senador João Alberto, sem mandado. Estes dois fatores podem ser determinantes nas eleições deste ano. Quem está na luta? Os mais badalados continuam sendo o do atual prefeito Edvan Brandão, Cesar Brito, Coronel Egídio, Expedito Júnior e família Florêncio.

Cesar Brito já esteve numa atmosfera melhor, ainda ao lado de Zé Vieira caminhava para o suceder. Primeiro travou-se uma briga sem precedentes para a presidência da mesa Diretora da Câmara de Bacabal, vencida por Edvan Brandão, atual prefeito. Daí começou a guerra da eleição suplementar, onde predominou a guerra de grupos, vencida pelo grupo do senador João Alberto de Sousa que estava no momento mais estruturado politicamente, uma vez que o então ex-prefeito Zé Vieira, já com a saúde bastante fragilizada ficou limitado a gravação de alguns vídeos de apoio a César Brito.

Com a derrota para Edvan, Cesar Brito, desconsolado entrou em licença em sua atividade parlamentar, cedendo a vaga para o suplente Feitosa. Impulsionado por alguns amigos e correligionários ameaçou uma volta triunfal dando algumas entrevistas, questionando a atual gestão, depois veio outro onda de desânimo e quando lhe perguntavam sobre política respondia: “a partir de março”, esquecendo daquele adágio popular que diz: “quem chega primeiro, bebe a água mais limpa”.

Percebendo esta lacuna o secretário de Estado Simplício Araújo, astuto, começou a dar asas ao seu adjunto Expedito Júnior que prontamente se afeiçoou a ideia e lançou a sua pré- candidatura que começou a ganhar corpo. De bate-pronto abduziu de cara as principais lideranças do vereador César Brito e família Florêncio o que causou aquele auê na oposição. A  chegada de Expedito Júnior a disputa, obrigou Cesar Brito a retornar, ao páreo, mesmo enfraquecido politicamente. Pior: alguns analistas acreditam que César Brito acabe ficando totalmente de fora da disputa não saindo candidato a vereador e tampouco a prefeito.

Por outro lado o deputado Carlinhos Florêncio temendo perder mais aliados teria pedido ao filho, Florêncio Neto que retornasse a Bacabal e passasse mais tempo junto aos seus correligionários.  

O certo é que aquela oposição forte hoje não existe em Bacabal, pois está dividida. Do grupo deixado por Zé Vieira, hoje está dividido em três: Os que pularam para a “caçamba” de Expedito Júnior, os poucos remanescentes de César Brito e o restante está com o deputado Carlinhos Florêncio, prato cheio para a situação que navega em águas calmas. Isso sem contar com o vereador Egídio, o que caracterizaria quatro lideranças que se dizem de oposição navegando em mares opostos.

Com o aceno de Josimar Maranhãozinho em apoiar César Brito, este ganha um fôlego extra ao mesmo tempo que demonstra o possível rompimento com o governo do estado que já acenou para Edvan Brandão e segura a mão de  Expedito Junior, o que pode ter dado uma ciumada em Brito. Prevalecendo esta aliança, Sonia Maria seria a segunda pré-candidata a cair da “caçamba”.

Egídio Amaral dissidente do grupo do Dr. João Alberto seria um nome leve, mas ainda não conseguiu formar um grupo coeso, mas, corre por fora como uma das opções. Convém salientar, que estes líderes que se dizem de oposição,  unidos, formariam uma coalizão fortíssima, com chances reais de uma vitória, o problema são os egos que estão falando mais alto.

Eleição muda muito e em muito pouco tempo. Mas é salutar dizer que com as pataquadas que está tomando a oposição e com a administração municipal melhorando aos poucos, Edvan Brandão se fortalece e “hoje” venceria as eleições sem muitas preocupações.

Nota: muita água ainda passará por debaixo da ponte.

As pessoas que tiveram os seus nomes citados nesta matéria têm o devido espaço para qualquer esclarecimento.

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