PANDEMIA DO DESEMPREGO ATINGE BACABAL EM GRANDE ESCALA

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Bacabal, cidade maranhense, localizado a cerca de 240 km de distância da capital do estado, São Luís e com uma população do município é de 104.949 habitantes e que no último dia 17 de abril completou o seu primeiro centenário não tem muito o que comemorar. Tendo como gestor atual Edvan Brandão que por ironia do destino já entrou para a história da cidade. Edvan, caboclo que veio da roça, humilde, nunca imaginou em ser o prefeito do centenário, o que aconteceu por uma reviravolta que a política dá de cem em cem anos e agora pesa sobre os seus ombros uma responsabilidade das maiores. Dá folego a uma cidade que vive sob a desconfiança do avanço do Covid – 19 e com a economia praticamente falida. Para a maioria dos economistas já consultados em todo o país, o ano de 2020, economicamente está totalmente perdido.

Bacabal uma cidade de poucas indústrias ou praticamente nenhuma, vê agora em uma escala mais veloz que o coronavírus a pandemia do desemprego. Só para se ter uma ideia a loja que mais emprega em Bacabal já demitiu algo em torno de 100 trabalhadores. Uma padaria renomada já foi obrigada a demitir dois funcionários e dar férias coletivas a outros. Empresa do ramo de sementes e similares demitiu uma dezena de funcionários no último sábado (2), pandemia que chegou, inclusive, a uma grande pizzaria. E por aí vai.

Das dezenas de empresas e micro empreendimentos consultados pelo Blog, todas já demitiram. O índice de demissões em Bacabal, hoje, beira a casa dos 40% (quarenta por cento) e a previsão é de crescimento.  A rede hoteleira está falida. Dos pequenos investimentos que funcionavam em média com quatro pessoas, hoje só funcionam com duas no máximo, o proprietário e a proprietária. As pessoas que estão sendo demitidas estão com dificuldades para receber aos seus direitos trabalhistas, por falta de verba por parte dos empregadores.

Sem falar nos pequenos comércios, restaurantes e similares que não terão mais a mínima condição de reabrirem, onde os donos já decretaram falência.

A situação econômica de milhares do cidades do Brasil varonil é de calamidade total e Bacabal não foge à regra. São cidades onde a principal fonte de renda são os vencimentos dos funcionários públicos municipais e estaduais, onde praticamente nada  se produz e que até o cheiro verde consumido por estas populações vêm de outros estados da federação. A diferença é que algumas cidades terão forças para reverter o quadro, mesmo a longo prazo, as demais não.

Mas o interessante em tudo isso é que a grande maioria dos gestores estaduais e municipais do nosso Brasil varonil, lucram com a miséria do povo. São ajudas milionárias do governo federal, compras sem nenhum tipo de licitação, pois, em estado de calamidade, tudo é a “granel”, tipo “Casa de mãe Joana”. Muitos destes gestores se pudessem esticariam a pandemia do coronavírus por no mínimo mais um ano, uma vez que por trás de todo esse colapso na saúde mundial têm muita gente enchendo os bolsos.

O desafio está lançado. Provavelmente, às eleições municipais deste ano não serão realizadas. Mas em qualquer momento em que acontecerem é bom ficarmos de olhos abertos, nas promessas de crescimento econômico, o que não passará de uma piada mal contada, uma vez que os maiores analistas econômicos do mundo, estipulam um prazo de no mínimo três anos para a retomada da economia mundial, o seja, o desafio de agora para frente não é crescer, é não cair mais e tentar recuperar pelo menos em parte o que já se perdeu.

Bacabal e a maioria das cidades brasileiras vivem a triste realidade. “Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”. E o pior: quem escapar da contaminação de contrair ou morrer pelo Covid-19, corre, hoje, o risco maior de morrer de fome.  É triste, mas, é real.

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