DENUNCIADO POR ESCÂNDALO DE 33 MILHÕES, MILTINHO DEIXA PREFEITURA DE SÃO MATEUS

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Por Domingos Costa – O advogado Hamilton Nogueira Aragão, mais conhecido como Miltinho (PSB), prefeito de São Mateus, decidiu pedir licença de três meses do comando do município. Em seu lugar, assumiu o vice-prefeito Ivo Resende que é seu sobrinho e será o candidato do tio à sucessão municipal nestas eleições.

A saída de Miltinho da prefeitura ocorre exatamente após ele e mais quatro de seus secretários serem denunciados pelo escândalo de R$ 33 milhões de uma Ação Civil de Improbidade Administrativa, assinada pela Promotora Alessandra Darub Alves, processo este protocolado no dia 19 de março deste ano na Justiça.

Miltinho e seus secretariados foram denunciados por dano aos cofres públicos, conforme os link abaixo.

De acordo com a Ação, Miltinho e seus comparsas fraudaram nove contratos e outros oito diferentes aditivos com a CTSLZ – Cooperativa de Trabalho e Prestação de Serviço, no qual o objetivo foi a contratação de mão de obra terceirizada em diversas secretarias da gestão são-mateuense, que serviu para o prefeito empregar aliados e cabos eleitorais em vez de realizar Concurso Público.

Coopmar 

O prefeito agora licenciado de São Mateus, não pagou quantia milionária apenas para a CTSLZ, a gestão Miltinho Aragão também transferiu R$ 3,3 milhões para a Coopmar (Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços), outra envolvida em casos de corrupção e que já teve seus cooperados-cabeças presos.

No comando do município de São Mateus do Maranhão desde 2013, Aragão manteve contratos com a Coopmar. Ao todo, entre os exercícios financeiros de 2014 e 2016, foram desembolsados dos cofres públicos na gestão do socialista exatos R$ 3.318.440,36 para a cooperativa, por suposta prestação de serviços de terceirização de manutenção e apoio administrativo.

Do montante, maior parte dos repasses ocorreu em 2015, quando R$ 1.977.832,90 saíram dos cofres de São Mateus para a conta bancária da Coopmar. O segundo ano de maior faturamento foi em 2014, R$ 1.246.668,90. Em 2016, foram R$ 93.938,56.

Naquele último ano, a Coopmar recebeu a visita da força-tarefa formada pela PF (Polícia Federal), Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate a Corrupção), durante a deflagração da 1ª fase da Operação Cooperari, sob suspeita de desvio de dinheiro público da prefeitura de Paço do Lumiar. Houve ainda uma segunda visita no ano passado, quando os cooperados-cabeças foram presos.


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