MARADONA: A MORTE DA GENIALIDADE E DO TALENTO

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Quando Newton criou as três leis da física, elas foram usadas para determinar a dinâmica dos movimentos dos corpos. O futebol tem suas leis e relatividades, nada é absoluto, no entanto quando falamos em talento, plástica, encanto, genialidade, parece-nos que esses adjetivos ficam sim, restritos e absolutos, neste caso, cabe Maradona; caprichosamente a genética beneficia corporalmente a dinâmica do gênio, do ídolo, do perspicaz; toda opinião sobre ele é óbvia – foi craque, romantizou o futebol e deu as suas jogadas uma forma atraente e charmosa de jogar, na galeria dos grandes camisa dez de todos os tempos temos que encontrar lugar para ele, nenhum óbito apaga a temporalidade desse argentino.

Um dia o futebol criou uma tal de evolução física e tática, reprimiu a arte de se jogar futebol, talvez assim os toscos apareceriam, o embate substituiria o belo, a jogada elegante que é a vitrine do futebol quase era sepultada devido a essa profanação. Já  não basta  sepultarmos os gênios?  Hoje ,foi lido o último código de barras de Maradona, é natural que morramos, pois vida e morte são contrastes, o belo é que jogadores como esses também construíram contrastes entre o esplendor de se jogar e a apatia de quem só entristece o futebol, entre o belo e o feio, o requinte e o ridículo, a fantasia e o real, a explicação e a surrealidade de um tempo que chegou  ao fim.

Estamos perdendo nossos “gênios”, e creia  – com todo ceticismo não virão outros, pois essas espécies não se fazem em laboratórios ,não nascem em incubadoras, não se fazem com fórmulas e regras, diferente  dos toscos que surgem de hora em hora, de jogo em jogo. Craques como Maradona surgem de  nunca mais a nunca mais ,mas o encantador  é que a Terra ainda viu Diego, adversários ainda puderam, no mesmo ponto, ver seu triunfo. A vida, o futebol, os humanos estão enlutados, se bem que Newton poderia ter escrito a sua quarta lei – onde morre um gênio se perpetua sua alma para que a dinâmica do futebol também não vá para o túmulo .

Genivaldo Borges.

 

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